|
Farsa de Inês Pereira 2004-05-04 "A corte teve ocasião de se divertir em Tomar, a espreitar para dentro de casa de uma
família do povo que enganando, se vai enganando.
Depois de tanto abordar esta obra não sei se lhe trouxe alguma coisa de novo. Mas diverti-me
com a misoginia do autor, de facto foram precisos bastantes séculos e bastantes rupturas para
que a mulher pudesse sair da capoeira em que a meteram.
Diverti-me dando mais recorte judaizante aos judeus casamenteiros. Diverti-me com o sarau
impossível com que as mulheres vibram ao ritmo sefardita e adormecem indiferentes perante
o “sublime” da balada ibérica. Diverti-me também com o sonho de cavalaria de Brás da Mata
e sua mulher Inês.
Só tenho a esperança que o público se divirta também e que os jovens que
pela primeira vez virem a farsa de Inês Pereira colham dela a imagem de um trabalho rigoroso
e divertido que tenta contar-lhes uma história de que não quisemos abusar com extrapolações
incompreensíveis e absurdas. E que voltem ao teatro porque este espectáculo os divertiu."
Maria do Céu Guerra
Sugestões: Peripécia Teatro Homenagem a Salgado Almeida Art´Imagem ACERT ACTO CAAC - S. Paulo- Brasil Repentistas do Corpo Companhia Pessoas de Teatro Seiva Trupe Actividades Paralelas
|