D. Quixote e o Gordo Sancho Pança Revisitação da lenda de D. Quixote – universo cervantino que António José da Silva (O Judeu) trouxe para os palcos portugueses. As dimensões do homem em cada uma das personagens cervantinas.
O grande D. Quixote de La Mancha, fidalgo arruinado, cavaleiro do leão e da triste figura, vai novamente partir para defender os pobres e oprimidos, a honra dos cavaleiros andantes e para se encontrar com a sua dama amada, Dulcineia del Toboso, esquelético e cansado, cavalga o seu escanzelado “corcel” Rocinante, acompanhado pelo seu fiel e interesseiro escudeiro, o gordo Sancho Pança que se deixa penosamente e sempre faminto em cima de um desgraçado burro chamado Russo. Sancho aceita partilhar estas loucas jornadas porque o senhor seu amo D. Quixote lhe prometeu que o faria Governador de uma ilha.
O caminho da honra e do bem está, porém pejado de escolhas bem difíceis de vencer e todas as armas são boas para o inimigo de D. Quixote. Encantamentos e sacrilégios são por eles usados contra os seus desígnios e desejos, levando de tabela Sancho Pança nas embrulhadas em que o Mestre se mete. E a luta é tenaz: exércitos disfarçados de rebanhos ou moinhos de vento, diabos transformados em actores de teatro ou para cumulo de Sancho Pança passando pela amada Dulcineia aos olhos e na mente doente de D. Quixote. A demanda da justiça e do amor não são fáceis nos dias que correm. Encontrará D. Quixote a sua Dulcineia? Será Sancho Governador de uma ilha e sua mulher e filha, chamadas de Mulher e Filha do Senhor Governador? |