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Projecto Curricular de Turma

A Resposta dentro de cada ser Humano é? - O Optimismo…

0 “Bernardo” tinha 11 anos quando chegou a casa com a sua primeira negativa. Vinha quase a chorar, de olhos no chão. A mãe “Teresa” recorda a história com uma gargalhada, mas com um pouco de tristeza pelas lágrimas do filho. "Tratei de o animar, claro. Deixa estar, vais recuperar num instante, basta leres mais um bocado."

O Optimismo também passa por estas atitudes tão banais, mas tão importantes, como a de ajudar uma criança a acreditar que vai conseguir melhorar uma nota, que vai conseguir vencer. Num grupo tão diferente em que vivemos no ATL Juvenil, este optimismo é a “pedra de toque” que temos que incutir, cada dia que passa, aos alunos. Alguns estudos têm mostrado que os membros de uma família revelam níveis semelhantes de optimismo ou pessimismo, ou seja, aprendemos a ser optimistas ou pessimistas com quem está mais próximo de nós. Estes alunos passam muitas horas connosco. Estes dados lançam um desafio aos educadores que estão com eles: o de criarem crianças positivas.

Os optimistas têm maiores possibilidades de se darem bem na vida: têm auto estima, não estão sempre a pensar nos seus pontos fracos, têm objectivos de vida (muito difíceis de encontrar nos alunos que se encontram a viver na nossa instituição) e fazem tudo para os atingir, aceitam as suas vitórias e os seus erros, poupam imenso tempo a criticar os outros e a autocriticar-se, e sobretudo, têm grandes probabilidades de serem mais felizes e bem sucedidos.

Mas a verdade é que ainda se pensa nos optimistas como um dos extremos da balança que tem no outro prato os pessimistas e no centro a virtude, ou seja, os ‘realistas'. Cada vez mais, no entanto, o optimismo é visto como o verdadeiro realismo: uma espécie de realismo emocional, que através de uma percepção positiva da realidade nos ajuda a ver a vida com outros olhos: e, graças a isso, a construir uma vida melhor, e uma valência mais dinâmica e mais competitiva. O optimismo é o hino do ATL Juvenil para estes dois anos.

0 que é ao certo o optimismo? O optimista "é uma pessoa que é capaz de se rir das suas desgraças, que encontra sempre alguma coisa de positivo, de engraçado, de divertido, em particular nas experiências menos positivas. É aquele que sonha e que corre o risco de que esse sonho se venha a realizar. É aquele que acredita que tem capacidades para gerir o seu destino, e que a vida não é uma coisa imposta mas algo que se constrói".

Apesar de a maioria das pessoas ter uma atitude optimista, a cultura portuguesa não prima pelo pensamento positivo. Os telejornais são o choradinho que se sabe. A voz do povo também não ajuda. Quem não se lembra de ditados tão animadores como "Quanto mais alto subires, de mais alto cairás", "Quem vai ao mar perde o lugar", e o supra-sumo do optimismo: "Muito riso, pouco siso". É este o ambiente que os adolescentes e Jovens nos transmitem.

Mesmo que a nossa cultura permaneça mais adepta do noivado do sepulcro do que de um amor feliz, está nas nossas mãos lutar contra isso. E o ATL Juvenil tem que primar nesta luta. Todo o processo de educação destes adolescentes e jovens passa por este optimismo. E ser optimista não depende das circunstâncias, mas da atitude. Ser optimista é uma forma de desintoxicação mental, libertando-nos de muitas dependências que nos impedem de viver a vida da melhor maneira. E ao contrário daquilo que os mais fatalistas possam pensar, não há optimistas ou pessimistas de nascença. "Nós somos principalmente formados por uma cultura e uma educação". Apesar de ninguém ser optimista ou pessimista de nascença, pode-se vir ao mundo com mais ou menos probabilidades de ver a vida cor-de-rosa.

Como podemos então educar para o optimismo?

Uma criança de 3 anos ri-se 90 vezes por dia. Um adolescente já baixou para 20. Mas há razões para que as crianças pequeninas sejam mais optimistas. "A transição do jardim de infância para a primária, em Portugal, é assustadora". "O primeiro é a cultura das emoções, do respeito individual, da cultura da criatividade. E, de repente, entra-se na cultura da normalização, da conformidade, em que imperam valores como o silêncio, o não mexer, o obedecer..." A educação para a liberdade e para a criatividade nasce aqui na forma de optimismo.

Nos inquérito, quando perguntamos o que era ser um bom aluno no ATL Juvenil e na escola, a maioria respondeu: fazer o que a professora manda, ser obediente, portar-se bem, estar quieto e calado, fazer os trabalhos. "Não é ser criativo, conseguir pensar bem, gostar de aprender. É a obediência e o elogio ao trabalho. Se estiver na minha cabeça que a criatividade é uma coisa perigosa, então tudo o que seja diferente é uma ameaça para mim. Portanto, eu tenho de arranjar maneira de diminuir as probabilidades de ser posto em causa. Se o aluno se portou mal, eu não posso pensar imediatamente: ‘Está a fazer de propósito para me chatear, vou castigá-lo' em vez de pensar, ‘se calhar precisa de atenção'." Por outro lado, temos ainda alguns pais que esperam do ATL Juvenil este estabelecer de limites: "Esperam que o ATL Juvenil ponha o colete de forças aos meninos, porque eles não têm tempo, nem sabem como o fazer."

Alguns pais têm uma noção errada dos materiais com que se constrói a felicidade. "Claro que todos os pais desejam que os filhos sejam felizes. Mas fazem tudo no sentido inverso a essa felicidade. Estão sempre a rabujar, são ameaçadores, limitativos, críticos. Não têm oportunidade, nem tempo nem sabem brincar. 0 que aumenta as hipóteses de as crianças terem de desatinar para os pais repararem neles. Depois entram na adolescência e pensam: ‘Já chega de família a controlar.” Ainda continuamos a aprender pela obrigação, pela ameaça, pelo castigo.

0 pessimismo cura-se? Será o ATL Juvenil um Hospital para meninos pessimistas? Não é por acaso que somos os educadores que somos. A maior parte das vezes educamos de certa maneira não porque assim decidimos, mas apenas porque nunca parámos para pensar nisso.

Como é que se transforma um pessimista num optimista? "0 importante é achar uma alternativa, ou então a geração que a gente está a criar vai ser uma geração de desânimo". "A perspectiva que lhes estamos a dar neste momento é a de que ser crescido é uma chatice. Há muitos miúdos que me dizem: `Eu não quero crescer.' Também tenho cada vez mais dificuldade em conseguir que os miúdos mais pequenos sonhem, me falem de futuro. Quando lhes peço para pensarem em termos de desejos, a maioria dos miúdos não consegue lembrar-se de nada para pedir. Já nem são capazes de desejar. Isto é terrível."

Como toda a gente sabe, os abismos são hipnóticos, mas não são invencíveis. Portanto, é urgente saber como é que podemos vencer os nossos fantasmas. "Temos de começar por perceber que podemos escolher estar de um lado ou de outro". "E treinar a flexibilidade de pensamento. Podemos pensar: ‘Espera lá, isto é uma hipótese, mas há outras.' Há dezenas de explicações para o que nos acontece. Porque é que havemos de pegar sempre nas mais negativas?" Como é que se ajuda as crianças?

O importante e a melhor maneira de ajudar ainda é estimulá-los a sonhar e a imaginar que a vida vai mesmo correr bem. Claro, ninguém é um educador perfeito, e os dias de hoje não ajudam. Tudo isso é verdade. "Às vezes, quando estamos com as crianças, sentimos que estamos a perder tempo, e a tendência é para despachar. Mas se não pudermos controlar o que está fora, ao menos que se controle o que está por dentro. E enquanto a sociedade não nos deixa respirar de maneira mais aberta, a solução é esta: olhar para as coisas de outra forma."




  • O tema - “Educação para a Saúde”


  • Um educador influi para a eternidade; nunca se pode dizer até onde vai a sua influência.
    (Henry B. Adams)

    Para o ano lectivo 2005/2006 a instituição escolheu de forma consensual, a “Educação para a Saúde” como tema central do nosso projecto sócio-educativo, tendo este ano como temas primordiais a trabalhar a Alimentação e a Higiene. Para o ATL Juvenil a segunda parte será mais forte, pensamos que a “higiene” não é só corporal mas em grade parte mental. Para a maioria dos nossos alunos este é o ponto de partida para tudo aquilo que fazem e para as relações pessoais que tomam todos os dias. O tal optimismo que referi na introdução. Educação para uma “higiene mental” carregada de optimismo. Educar para a saúde e bem estar mental. Não tomamos os alunos como alunos com deficiências mentais, mas como alunos que sofrem de falta de auto-estima e valorização pessoal e projectos concretos de vida, limitados pelas suas idades. Neste campo entra também a sociabilização. Muito importante no bem estar mental dos nossos alunos. (Saúde/Bem estar mental).

    O desenvolvimento deste projecto no ATL Juvenil, bem como da instituição, assenta numa lógica de participação activa das crianças, jovens e idosos que frequentam a instituição e de todos os profissionais que desempenham funções na ATC.

    Importa, no entanto, relembrar e destacar o esforço que tem sido feito e que continuará a constituir uma preocupação de todos, no envolvimento da família e da comunidade local, na promoção do projecto e na participação empenhada e permanente nas actividades a desenvolver. Desta forma consideramos que é possível enriquecer de uma maneira intensa e activa o processo de operacionalização do projecto sócio-educativo e simultaneamente contribuir de forma decisiva para o desenvolvimento das crianças, dos jovens e dos idosos que frequentam as nossas valências.

    É neste contexto de permanente troca de saberes e de conhecimentos que pretendemos levar a cabo o nosso trabalho, não esquecendo as especificidades de cada indivíduo, e desta forma responder de forma adequada às necessidades, interesses e motivações de cada um.

    Podemos afirmar que a nossa preocupação enquadra-se na lógica da formação ao longo da vida, pois a nossa intervenção assenta no triângulo criança jovem e idoso, sustentada num outro triângulo de solidariedade social, cultura e desporto. Tal como nos anos anteriores, o projecto sócio-educativo trespassa mais que um ano lectivo, com o objectivo de aprofundar o tema e potenciar a aquisição de conhecimentos para todos os agentes educativos envolvidos no projecto.

    A escolha do tema a desenvolver ao longo dos próximos dois anos lectivos assenta em três pressupostos fundamentais. O primeiro associado ao contexto social actual, às necessidades, interesses e motivações das crianças, jovens e idosos que frequentam a ATC. O segundo decorre do trabalho que tem sido realizado pelos profissionais da ATC, num processo partilhado e sustentado em estratégias de envolvimento e participação colectiva. Em terceiro, pelo contexto institucional actual, em particular pela forte incidência efectuada por um conjunto de serviços e instituições ligadas à educação e saúde, na promoção da saúde e de práticas de vida saudável.

    Assim, o tema “Educação para a Saúde”, funcionando como motor central do projecto, nas suas vertentes de Alimentação e Higiene permitirá a promoção de actividades de carácter lúdico, pedagógico, recreativas e de ocupação, potenciadoras de um maior e melhor desenvolvimento pessoal e colectivo.



  • Caracterização da Instituição


  • Não corra atrás das borboletas; planta uma flor no teu jardim e todas as borboletas virão até ela.
    (D. Elhers)

    Na sua natureza jurídica a ATC assume a forma de uma Instituição de Utilidade Pública e de Solidariedade Social, tendo em conta as actividades que promove no domínio da cultura, desporto, educação e solidariedade social. Podemos, no entanto, designar a ATC como uma Associação de desenvolvimento local, pela abrangência das actividades e pelo envolvimento de toda a comunidade nas suas iniciativas e nas suas actividades.

    A organização e funcionamento da ATC assentam basicamente em três domínios fundamentais: a cultura, através do teatro, da poesia, da música, dos colóquios e dos debates, da formação e das exposições; o desporto, através do atletismo, do basquetebol, das danças de salão, do clube de xadrez e do Fit Club ATC; a solidariedade social e educação, através da Complexo Social e de Educação Casa de Telhado (com as valências de Creche, Jardim-de-infância ATL e ATL Juvenil), e a Residência Comunitária Casa de Giestais (com as valências de Residência para idosos, Centro de Dia, Serviço de Apoio Domiciliário, centro de Actividades Ocupacionais, Emergência Infantil, Lar de Jovens e Centro de Acolhimento Temporário).

    O Centro Cultural, a Residência Comunitária Casa de Giestais e o Complexo Social e de Educação Casa de Telhado contam ainda com espaços para exposições, bar, biblioteca, um auditório com 204 lugares, sala de formação, 2 Centros de Informática através do projecto Clique Solidário e Prodep, um pequeno campo de futebol, 6 carrinhas para transporte de crianças e idosos e para o serviço de apoio domiciliário.

    Embora com um conjunto diversificado de actividades, que pela sua natureza envolvem um vasto conjunto de indivíduos, a ATC tem encontrado recursos quer internos, quer externos para a efectivação das suas iniciativas.

    A utilização de espaços como o Complexo Desportivo da Vila de Joane, o recurso a pavilhões escolares, a transportes de empresas privadas e a outros recursos, tem permitido uma melhor prática desportiva, cultural, de solidariedade social e de educação.

    No que diz respeito aos recurso humanos, a ATC conta com uma equipa de cerca de 70 profissionais a tempo inteiro e cerca de uma dezena em prestação de serviços, para as suas valências e actividades, numa dinâmica permanente e sem interrupções ao longo do ano, tendo em conta as características da actividades que desenvolve e do apoio que presta à população da Joane e das freguesias circunvizinhas. A par dos Recursos afectos em termos contratuais à ATC, contamos ainda com um vasto grupo de voluntários, que assume capital importância no desenvolvimento das actividades e na gestão da ATC.



  • Caracterização do meio


  • Como melhoram as pessoas depois de passarmos a gostar delas!...
    (Grayon)

    A ATC desenvolve as suas actividades no território alargado, embora com sede em Joane, responde a um vasto leque de freguesias com uma grande diversidade cultural, social e económica.

    Em termos económico esta é uma região que se caracteriza por uma forte presença do sector têxtil, sector que emprega uma grande faixa da população activa. No entanto, importa referir que o comércio e serviços, bem como a agricultura, embora em menor percentagem, assumem também um papel importante no contexto económico local.

    Em termos de serviços de apoio à população, esta é uma região servida de um vasto leque de serviços, tais como Centro de Saúde, Hospital, Escolas e Instituições de apoio, servindo de uma forma permanente a população local. Contamos ainda com um conjunto de respostas de natureza particular, desde clínicas, centros de estudo e de explicações e outros serviços dirigidos à população em geral.

    Em termos culturais os espaços e as dinâmicas assentam na ATC e nos seus espaços, contando no entanto, a Vila de Joane, com um conjunto de festas e iniciativas promovidas pela comunidade e por organizações da freguesia. Podemos, assim, considerar que esta região está servida quanto às suas necessidades e interesses nos seus diferentes domínios.

    A situação profissional dos pais, tal como o seu estatuto profissional, é, sem dúvida, um dos factores determinantes da qualidade do “currículo doméstico”, pelo significado que pode ter na acessibilidade aos bens culturais eknakatitudekfacekaoskvaloreskquekrepresentam.

    O conjunto dos factores socioeconómicos familiares constitui-se como a variável que na maioria das vezes afecta os resultados escolares e as atitudes doskalunos.

    Apesar de pertencer ao grupo das variáveis “não manipuláveis”, isto é, fora do controlo do ATL Juvenil, o seu conhecimento é fundamental para a criação de alternativas na forma de agir dos educadores. O conhecimento da variável situação profissional dos pais é importante, na medida em que pode permitir uma maior adequação do desempenho dos educadores do ATL Juvenil às características dos contextos sócioeconómicos e culturais de proveniência dos alunos, contribuindo, assim, para a progressiva criação de uma Valência onde existakumakefectivakigualdadekdekoportunidades.

    Estamos perante uma situação profissional, por parte dos pais dos alunos, onde a maioria trabalha por conta de outrém e onde o nível de vida se situa na classe média baixa. Importa referir, também, que encontrámos muitos alunos que habitam na instituição, o que faz desta área uma área muito especial. A situação familiar é muitas vezes posta de lado por estes alunos, e a identificação familiar/institucional não está na maior parte das vezes presente na cabeça destes alunos. E em que medida isso é importante? É-o na medida em que esses alunos não se identificam com uma das figuras parentais no que diz respeito ao emprego que querem ter no futuro.Neste campo não há um fedback da figura parental em relação à sua possível situação profissional futura.



  • Situação cultural dos pais


  • Em termos culturais, encontramos uma população em que a acessibilidade aos meios culturais não existe, e muitas vezes nem sequer é procurada. Por isso a cultura passa muito por outros conceitos, como as atitudes face à educação, os projectos de vida, os hábitos de leitura, o desenvolvimento linguístico e cognitivo, por exemplo. Todos estes conceitos são uma consequência da exposição do jovem a um contexto familiar às vezes um pouco pobre a nível intelectualmente. Este pode observar-se e medir-se a partir de variáveis como o tempo que os pais dedicam a acompanhar os trabalhos de casa dos filhos, a conversar sobre a escola, os amigos, um filme ou um acontecimentoktransmitidokpelaktelevisão,kentrekmuitoskoutros.

    Dada a ausência, na maior parte dos alunos, de um meio sócio-familiar, intelectualmente estimulante, compete ao ATL Juvenil desempenhar a sua função compensadora e criar as condições propícias ao sucesso académico e educativo, sob pena de perpetuar as situações de desvantagem.

    O ATL Juvenil deve assim facilitar a acessibilidade aos bens culturais, através da disponibilização de um cada vez maior número de recursos educativos e do desenvolvimento de estratégias de organização, e de implementação de actividades que minimizem os factores supracitados.



  • Motivações e interesses dos alunos


  • Devido à complexidade da diversidade que encontramos no interesse dos vários grupos de alunos, e sem esquecer os muitos alunos que temos da Valência “Berço”, as motivações dos alunos variam muito. Não se trata somente de haver distintos níveis de “pontos de partida”, mas também de mesmo entre esses diferentes grupos, encontrarmos alunos que possuem uma enorme capacidade para interagir e aprender, e outros que sofrem muito para aprender e que se sentem diferentes no meio do grupo, (quase que podemos dizer deslocados).

    Existem ao menos quatro grupos lógicos no que se refere à motivação para aprender, (que não tem só a ver com as capacidade intelectuais): alguns alunos que apresentam uma enorme facilidade e no entanto não querem aprender; outros alunos apresentam uma enorme facilidade de aprendizagem e querem fazê-lo; outros apresentam maiores dificuldades mas mostram-se bastante interessados; por fim os alunos que apresentam dificuldades e não se mostram interessados.

    Além disso, podemos ver que existem não dois, mas muitos estilos de aprendizagem diferentes: alguns alunos precisam de um descanso entre um exercício e outro, mas outros não; uns utilizam um estilo analítico, enquanto outros usam um estilo sintético na aprendizagem; uns usam mais a modalidade auditiva, enquanto outros a visual... No que toca às actividades e ao interesse e à motivação que os alunos colocam na mesma, podemos encontrar os mesmos quatro grupos falados anteriormente. Alguns alunos que apresentam uma enorme facilidade nas relações interpessoais e no entanto não querem realizar as actividades propostas; outros alunos apresentam uma enorme facilidade nas relações interpessoais e querem sempre mais actividades; outros que apresentam mais dificuldades nas relações interpessoais e se mostram bastante interessados nas actividades, colocando estas actividades como ponto de partida para chegar aos outros; por fim alunos que apresentam dificuldades nas relações interpessoais, não se mostram interessados nas actividades e tomam-nas como mais um fracasso nas tentativas de chegar ao grupo alargado. E juntando a tudo o que anteriormente foi dito, ainda há a questão dos projectos profissionais dos alunos, pois alguns já sabem muito claramente o que desejam (outros infelizmente por não terem expectativas ou por falta de auto-estima não colocam essa questão). Podemos com tudo isto ver a complexidade de alunos que frequentam o ATL Juvenil.



    Desejo profissional no Futuro dos alunos

  • Passado escolar


  • Podemos verificar que a percentagem de alunos que iniciou o seu percurso institucional escolar aos 6 anos, altura da entrada no 1 ciclo, é muito próxima dos alunos que iniciaram o seu percurso ainda com meses. É possível ver as diferenças e o à vontade que os alunos que iniciaram mais cedo têm na organização do seu tempo, e como se movem no espaço institucional.



  • Casos-problema e situações merecedoras da atenção especial


  • Pensamos que a questão dos nossos alunos que estão institucionalização na Valência “Berço”, deva ter uma atenção muito especial e redobrada. O ATL Juvenil deve cada vez mais ter uma perspectiva integradora. Na verdade, é dessa integração que resultarão os princípios de um novo projecto. Não se pode só falar aqui que “temos que fazer”, que temos que “dar atenção os alunos institucionalizados”, mas sim abraçar este projecto com carinho e acima de tudo com muita racionalidade. Este novo projecto abrange todos. Sem esta dimensão integradora o ATL Juvenil deixa ter sentido para esses alunos. Neste ponto é necessária cada vez mais uma maior articulação e união de esforço entre a Casa de Telhado e a de Giestais.



  • Identificação de problemas e definições de prioridades


  • As crianças têm mais necessidade de modelos do que de críticas.
    (Joubert)

    PROBLEMAS
    CAUSAS PROVÁVEIS
    • Insucesso escolar
    • Alguma Indisciplina
    • Falta de auto-estima
    • Falta de organização
    • Falta de acompanhamento dos pais
    • Problemas sociais, destruturação das relações sociais e familiares
    • “Multiculturalidade” de valores e motivação dos grupos
    • Défice na educação para os valores
    • Falta de treino da autonomia.
    • Falta de “pré-requisitos”, familiares/culturais e sociais
    • Ausência de afectividade nas relações
    • Organização pedagógica do ATL Juvenil
    DADOS QUE TRADUZEM O PROBLEMA
    SOLUÇÕES
    Estes alunos revelam:
    • Indisciplina, não saber-estar
    • Desinteresse, indiferença, apatia, passividade
    • falta de autonomia
    • falta de concentração
    • défice de auto-estima
    • Promover a Pedagogia Diferenciada

    • - Valorizar os interesses culturais e pessoais dos alunos (respeito e valorização na diferença)
      - Negociar as regras de conduta da turma;
      - Gerir os conflitos da turma;

    • Promover a diversificação de ofertas educacionais e de relação
    • Promover a articulação entre a escola e o ATL Juvenil
    • Promover a interdisciplinaridade
    • Reformular e reforçar o acompanhamento e orientação dos alunos, e Hábitos de Estudo, as Sala de Estudo, a Dinamização da Biblioteca que temos na instituição, tema do projecto curricular “Educar para a saúde”, a forma de ocupar os Tempos Livres e as Actividades de Complemento ao estudo
    • Reforçar as relações ATL Juvenil/Família
    • Efectivar as parcerias com a Segurança Social, empresas e outras instituições
    • Promover a melhoria das relações inter-pessoais


    Definição de uma estratégia global para a Valência Ensinar não é uma função vital, porque não tem o fim em si mesma; a função vital é aprender.
    (Aristóteles)

  • Linha de orientação educativa pelo coordenador da Valência

    ESPIRAL resume de uma forma breve o que pretendemos com o ATL Juvenil, numa lógica de alargamento e num contínuo de crescimento, em termos qualitativos e quantitativos. Traçamos, desta forma, com base no conceito da ESPIRAL, um conjunto de princípios orientadores da nossa acção, respondendo às crianças, aos jovens e suas famílias, que passamos a descrever.

    Envolvimento – das crianças e jovens, das famílias e da comunidade local, através das instituições públicas e privadas, num processo partilhado de educação e formação permanente.

    Solidariedade – responder de forma adequada e eficaz às situações de pobreza e exclusão social, de acordo com um conjunto de valores de inclusão e democraticidade.

    Participação – das crianças e jovens nas diferentes fases da evolução dos projectos, desde a concepção, passando pelo desenvolvimento e operacionalização, bem como na avaliação e disseminação dos resultados obtidos.

    Inclusão – das crianças e jovens portadores de deficiência, com forte incidência nas crianças e jovens que apresentem atraso de desenvolvimento, e que por isso mesmo apresentem dificuldades de acesso a outras actividades

    Responsabilização – a participação activa dos jovens exige um aumento significativo da responsabilidade e autonomia. Desta forma, a responsabilização representa um passo fundamental para a autonomia e para a evolução pessoal de cada um, reforçando simultaneamente a coesão do grupo.

    Acção – vector primordial no funcionamento do ATL Juvenil, considerando a necessidades de actividade permanente por parte das criança e jovens, funcionando desta forma como um espaço de novas aprendizagens e conhecimentos.

    Liberdade – a par da responsabilização, a liberdade assume uma importância fundamental neste contexto, uma liberdade responsável e simultaneamente criativa, favorecendo o crescimento das crianças e jovens e o seu envolvimento permanente.



  • Linhas orientadoras da socialização comportamental e nos valores


  • Estes serão alguns pontos que serão tomados como linhas orientadoras da socialização comportamental e nos valores:
    - Promover a melhoria do ambiente educativo do ATL Juvenil e da qualidade das relações;
    - Criar as condições que mais favoreçam a ligação escola/família e escola/comunidade;
    - Adequar O ATL Juvenil ao grupo que temos e às necessidades diagnosticadas em função das metas do Projecto Educativo.

    Para isso o ATL Juvenil terá que:

    • Construir um ambiente inclusivo, atento às dificuldades e facilidades de cada um (aluno, educador, pai, funcionário ou parceiro), capaz de pôr o sucesso e a realização pessoal ao alcance de todos;

    • Apostar na Educação para os Valores, enquanto instrumento transversal da formação integral dos adolescentes e dos jovens, desenvolvendo valores, atitudes e práticas que contribuam para a formação de cidadãos conscientes e participativos numa sociedade democrática;

    • Estimular o gosto por aprender, aprender a fazer e aprender a ser, numa perspectiva de formação ao longo da vida e numa ética social e comunitária do saber viver e aprender em conjunto;

    • Garantir melhores aprendizagens para todos, como sejam as aprendizagens integradas, as aprendizagens do domínio da sociabilidade para o desempenho enquanto jovens e adolescentes intervenientes na comunidade local;

    • Privilegiar a implementação de metodologias com vista à articulação horizontal e vertical dos currículos das disciplinas, da interdisciplinaridade, do trabalho de projecto e da pedagogia diferenciada;

    • Promover estratégias de aproximação e inserção dos adolescentes e dos jovens na vida cultural, social e profissional da comunidade;

    • Proporcionar uma efectiva igualdade de oportunidades, com vista ao sucesso educativo, implementando e avaliando mediadas compensatórias diversas, nomeadamente planos individuais de apoio educativo;

    • Estimular a articulação com as famílias, assumindo que a estas cabe a corresponsabilização pelo acompanhamento e orientação, no que concerne à vida escolar e à educação dos adolescentes e dos jovens, em geral;

    • Desencadear os planos e as acções necessários à manutenção e melhoramento dos recursos físicos e materiais existentes, actuações que se deverão pautar pela criatividade e pela implicação dos demais agentes educativos e parceiros, numa atitude de consciencialização da importância do contexto físico no desencadear de um contexto psicológico agradável para viver e aprender;

    • Melhorar a dinâmica de comunicação entre as valências, de forma a vencer as distâncias físicas existentes entre elas e a criar uma verdadeira, e eficaz, rede de informação para a acção com os casos mais especiais;

    • Melhorar a dinâmica de gestão articulada de recursos humanos, físicos e materiais;

    • Desenvolver a cultura de participação e co-responsabilização pela Educação por parte dos demais agentes educativos da instituição, mesmo que não pertençam a esta valência, visando a rentabilização de recursos e esforços que garantam uma melhor e mais eficaz prestação do serviço educativo.



  • Relação ATL Juvenil-aluno e aluno-ATL Juvenil


  • Neste campo quero voltar ao tema que desenvolvi na introdução. A relação deve ser vista numa dinâmica de educadores optimistas. E como deve ser um educador optimista no ambiente de ATL Juvenil? Vou ser neste ponto muito “terra à terra”, pois as relações devem ser sempre alicerçadas na humildade. Por isso o animador optimista deve:


    1- Recusar o perfeccionismo, mas saber que pode sempre melhorar;

    2 - Saber que a forma como olha, interpreta e sente a realidade determina, em muito, essa mesma realidade. Vê o melhor e espera o melhor;

    3 - Vai contra a cultura do desânimo, do desalento e da crítica;

    4 - Acredita que o destino não está marcado. Não existem “alunos Ideiais”. Pode - e deve - transformar sonhos em realidades;

    5 - Nunca se deve esquecer que tem nas mãos uma parte fulcral do seu próprio futuro, e do futuro dos seus educandos;

    6 - Saber que um insucesso ou um erro não é um pecado, mas uma óptima experiência de aprendizagem. Anota, aprende e segue em frente;

    7 - Estar atento à construção da imagem positiva dos seus educandos, valorizando-os, aceitando as suas insuficiências e perdoando-os nas suas imperfeições;

    8 - Saber que os outros têm sempre razões para se comportarem como se comportam, e que mesmo nas pessoas mais difíceis é possível ver talentos;

    9 - Gostar de si, apreciar-se e transmitir entusiasmo aos outros;

    10 - Saber lidar de forma controlada com as emoções mais negativas que os seus educandos lhes provocam. Ouvir mais do que falar, respeitar mais do que impõr.

    11 - Mesmo que tenha pouco tempo, quando estiver a ouvir, escutar mesmo;

    12 – Deixar que os educandos expressem sentimentos, mesmo negativos. Evite o discurso: "Isso não é nada", e dizer "Tem coragem";

    13 – Deixar sempre que eles tomem as próprias decisões, mesmo que às vezes erradas, mas tendo sempre uma dinâmica de crescimento participativo;

    14 – Tratar os educandos com cortesia. Respeitar os seus espaços e possessões, dizer-lhes “se faz favor” e “obrigado”;

    15 – Dar-lhes bastante encorajamento e afecto, mas na justa medida. Falsos louvores só levam a uma falsa percepção das capacidades. Valorizar mais o esforço que fazem do que o rendimento que obtêm;

    16 - Usar a empatia. Quanto melhor entender os adolescentes e jovens, menos paciência precisará para lidar com eles, pois estará a perceber o seu ponto de vista. Ajudar a desenvolver a empatia, levando-o a partilhar sentimentos, bons e maus. Perguntar de vez em quando como se sente e se compreende como os outros se sentem;

    17 - Evitar expressões como: "Tu deves, porque eu quero”, “não há discussão”, “vai imediatamente”, “cala-te.”;

    18 - Partilhar com eles aquilo que gostamos, valorizamos e amamos. Dar-se mais.

    20 - Ser entusiasta; positivo e alegre. Ensinar que é bom exprimir os nossos sentimentos, que não faz mal estar nervoso ou zangado;

    21 - Perguntar-lhes simplesmente: "Fala-me das coisas mais bonitas do teu dia."



  • Metodologias e funcionamento da Valência


  • O funcionamento do ATL juvenil enquadra-se na dinâmica global da instituição, quer no se refere ao seu projecto pedagógico, tendo em conta o projecto sócio-educativo da instituição, bem como na participação de um conjunto de actividades colectivas e integradoras de todas as valências.

    A ATC através da valência de ATL Juvenil, desenvolve um conjunto de actividades de ocupação dos tempos livres dos mais jovens, numa lógica lúdico-pedagógica, articulando objectivos de lazer e de recreação, com objectivos de aprendizagem e da aquisição de novos conhecimentos.

    A par desta perspectiva importa, ainda, salientar a importância da motivação para o estudo e para as actividades académicas, através da participação activa, por parte dos jovens nas actividades desenvolvidas nesta valência.

    Sendo vectores fundamentais a ocupação dos tempos livres e a aquisição de novas aprendizagens, não podemos ignorar as respostas que esta valência propicia às famílias, através do serviços de almoço e de acompanhamento nos períodos livres das crianças e jovens, assegurando desta forma um espaço seguro e atractivo para os jovens.

    O ATL Juvenil funciona todos os dias da semana, entre as 8.30 e as 18.00h, ocasionalmente e excepcionalmente (de acordo com as actividades) funciona aos fins-de-semana.



  • Actividades globais por onde pode passar esta estratégia

  • Eu quero saber

    No âmbito do “Programa Juventude”, terá continuidade o projecto “Eu quero Saber”, uma forma de abordar os problemas ambientais e fomentar a sensibilidade neste domínio. Um projecto que possibilitará o contacto com a natureza numa perspectiva de investigação e novas aprendizagens.

    Pretende-se com este projecto o envolvimento de um conjunto de entidades e associações locais, reforçando o trabalho e melhorando os seus resultados



    Tecnologias de Informação e Comunicação

    O contacto com as novas tecnologias de informação e comunicação é outra das actividades a desenvolver ao longo de 2005. Um contacto que possibilita a investigação na Internet, a realização de trabalhos escolares, assim como ainda proporciona a realização de jogos e de actividades lúdico-pedagógicas.

    Oficina de Expressões

    Chamar “Oficina de Expressões” significa enquadrar de uma forma global todas as possibilidades de expressão individual e colectiva. Um espaço para a pintura e expressão plástica, um espaço para o teatro e para a poesia, um espaço para a fotografia e para outras formas de expressão. Assim, em 2005, será dada particular atenção a este domínio, numa lógica de desenvolvimento das crianças e jovens e numa perspectiva de motivação para o estudo.

    Clube do Desporto

    Com forte incidência nas férias escolares as actividades desportivas constituem uma actividade importante no contexto do ATL Juvenil. Uma actividade que possibilita novas forma de relacionamento interpessoal, bem como o estimulo para a competição sadia e saudável entre todos os participantes.
    Desta forma, é possível desenvolver e sedimentar um grupo organizado para a prática de actividades físicas regulares.

    Férias em Movimento

    A realização de actividades de ocupação dos tempos livres no período das férias escolares é outra das preocupações da ATC. Actividades que se enquadram no âmbito do programa “Férias em Movimento” do IPJ, funcionando como um recurso fundamental e importante para o desenvolvimento destas actividades.

    Culinária - Clube dos Sabores

    A culinária e a confecção de refeições é outro dos Clubes em formação no ATL Juvenil. Considerando a idade dos jovens parece-nos importante a criação de condições para a promoção da autonomia e participação nas actividades domésticas, bem como potenciar a participação nas actividades a desenvolver em toda a instituição, através da confecção de bolos, sobremesas, etc.

    Projecto “Artes e Letras”

    O projecto “Artes e Letras” procura estimular a relação intergeracional, entre os utentes mais jovens que frequentam o ATL, o ATL Juvenil e os mais velhos que frequentam as valências da Casa de Giestais. Este projecto assenta na leitura de histórias, poemas, anedotas e outros suportes que potenciam o contacto e a troca de saberes e conhecimentos.

  • Avaliação


    • A Avaliação será sempre participativa. Vai acentar em vários pontos entre eles:


    • Avaliação activa - oportunidade avaliar todos os projectos concretos; avaliação que fomente a curiosidade e o gosto mudança;
    • Avaliação como negociação de objectivos – a importância do aluno assumir um papel activo na avaliação, participar activamente, baseados no estabelecimento de contratos e compromissos;
    • Avaliação contínua - necessidade dos educadores e alunos reflectirem sobre o seu próprio processo de aprendizagem e de avaliarem a cada passo o resultado do trabalho realizado;
    • Avaliação como demonstração, prática e feed-back - utilização de modelos práticos de todas as actividades realizadas pelos educadores e alunos;
    • Avaliação por grupos: organização do trabalho de avaliação em pequenos grupos para chegar a uma avaliação “cooperativa” (geral, junção da avaliação de todos os grupos);
    • Avaliação aluno-de-aluno, de modo a que cada um possa partilhar com outros os seus pontos vista e colaborar, deste modo, par uma avaliação mais completa;
    • Apoio - importância da ajuda e da cooperação no processo de avaliação.


  • Planificação das actividades relacionadas com o estudo


  • Ensinar não é uma função vital, porque não tem o fim em si mesma; a função vital é aprender.
    (Aristóteles)

    Temas a tratar interdisciplinarmente, áreas a integrar e respectivos conteúdos, tipos de actividade a desenvolver



    Neste aspecto as actividades de estudo rodam à volta das explicações e ajudas nos trabalhos de casa. Todos os alunos cujos pais desejem explicações, podem encontrar resposta no ATL Juvenil. Além disso, são debatidos temas para uma maior orientação, e organização e rentabilizações no estudo. Os alunos têm a oportunidade de aprenderem a ser mais organizados e a rentabilizarem as horas de estudo. Entre vários temas vamos dar prioridade aos seguintes pontos:



    - Como ser organizado. Para isso os alunos devem:

    1.º Saber programar as actividades a realizar (socorrem-se de uma agenda ou fazer um plano semanal);

    2.º Fazer uma separação clara entre os momentos de estudo e os momentos de lazer;

    3.º Cumprir sempre o horário que estabelecem para o estudo, ou seja, não se habituarem a adiar o que é importante;

    4.º Tentar sempre antecipar o estudo ou a data de entrega dos trabalhos;

    5.º Aproveitar o teu tempo ao máximo.



    No que diz respeito ao tempo que passam a estudar, os alunos vão ter a oportunidade de apreender que, às vezes, as dificuldades residem no desconhecimento do significado de alguns verbos utilizados nas instruções das tarefas. Por isso, vão ter a oportunidade de saber que:

    Caracterizar significa Destacar os elementos principais ou distintivos;
    Comparar significa Apresentar semelhanças e diferenças;
    Criticar significa Dar opinião pessoal; tomar posição, a favor ou contra;
    Definir significa Dar o significado exacto;
    Demonstrar significa Apresentar provas;
    Delimitar significa Dizer onde começa e onde acaba;
    Distinguir significa Mostrar as diferenças;
    Explicar significa Desenvolver, para tornar compreensível;
    Identificar significa Dizer o que é;
    Indicar significa Designar uma coisa, uma pessoa ou uma ideia;
    Interpretar significa Estabelecer o sentido;
    Justificar significa Dizer por que motivo;
    Reescrever significa Escrever de novo;
    Relacionar significa Estabelecer ligações;
    Transcrever significa Copiar de um texto uma frase, uma expressão ou uma palavra;

    - Estudar implica também saber ler, ou seja, não basta passar os olhos pelo texto ou pela matéria, seja ela português ou matemática. Por isso, é preciso aprender técnicas de leitura. E uma boa leitura exige os seguintes momentos:


    1.º Preparação para a leitura: analisar o título do texto, verificar o nome do autor e o título da obra de onde foi extraído, de forma a tentarem adivinhar o seu conteúdo.

    2.º Identificação de elementos fundamentais, através de uma leitura rápida;


    Para isso, devem:

    - ler o texto rapidamente, atentando nas palavras que lhes pareçam mais importantes, de forma a destacarem as ideias fundamentais;


    3.º Análise do texto.


    Para isso, devem:

    - reler o texto e procurar no dicionário o significado das palavras desconhecidas; seleccionar as palavras-chave e as expressões contendo as ideias principais;

    - identificar, nas passagens mais difíceis, o verbo, o sujeito e os complementos;

    - escrever por suas próprias palavras, na margem, as ideias mais importantes;

    - fazer um esquema / resumo dessas ideias.



    Os alunos que chegam ao ATL juvenil pela primeira vez vão ter a oportunidade de aprender a consultar um dicionário. Para isso, vão saber conhecer a organização do dicionário, ou seja, cada uma das partes em que está estruturado.


    Vão Também ter a oportunidade de aprender a consultar uma gramática. Vão aprender que devem:

    - Ler o índice;

    - Destacar as partes que a constituem;

    - Descobrir em que consiste cada uma dessas partes;

    - Localizar a informação pretendida, após a consulta do índice.

    - Estudar o conteúdo pretendido;


    Vão ter a oportunidade de aprender a elaborar um trabalho. Vão aprender que devem:

    1.º Definir o tema e os objectivos, ou seguir a proposta do professor;

    2.º Recolher informações (em livros, enciclopédias, dicionários, na comunicação social, na internet...);

    3.º Organizar o plano, após ter sido feita a selecção das informações. O plano pode obedecer à seguinte estrutura:
    a) Introdução: apresentação da(s) ideia(s) a desenvolver.
    b) Desenvolvimento: tópicos e subtópicos que fundamentam a ideia apresentada anteriormente.
    c) Conclusão: resumo e apreciação crítica, quando necessário.



    Também irão aprender a estruturar um trabalho. Vão aprender que devem seguir os seguintes passos:


    • Capa (nome da escola, disciplina, título do trabalho, nome do autor, ano, número, turma e data);
    • Índice (indicação das partes que constituem o trabalho e respectivas páginas);
    • Introdução (indicação do tema do trabalho, justificação da opção feita e breve apresentação dos tópicos a abordar);
    • Desenvolvimento (tratamento do tema e fundamentação de opiniões);
    • Conclusão (resumo das ideias apresentadas ao longo do trabalho);
    • Bibliografia (indicação das obras consultadas).


  • Planificação Semanal e periodal


  • Os alunos têm, todos os dias, horas de estudo, divididos por tempos de descanso e lazer. A leitura será usada como ponto intermédio estre esses tempos. O Estudo é o “trabalho do estudante”. Suponho que a alguns parecerá que esta frase destacada é evidente. Uso esta frase para mostrar que o objectivo da planificação do estudo é conseguir a educação para o trabalho. Para isso vamos motivar os alunos para que, além de terem o horário de estudo delineado pelo ATL Juvenil tenham também a sua própria planificação. Para isso todos os alunos dispõem de fichas individuais onde podem organizar e planificar o seu estudo. Têm também ao seu dispôr fichas de trabalhos relativas a todas as disciplinas e anos escolares.



  • Momentos, formas e instrumentos de avaliação.


  • Para os educadores e sob o ponto de vista de avaliação, devemos atender prioritariamente, quanto ao estudo destes adolescentes e jovens, ao trabalho e ao esforço que realizam, e só depois ao nível objectivo alcançado: as notas ou classificações escolares. Aqui existe uma grande complementaridade entre a Família/Escola/ATL Juvenil. Uma boa medida será sem dúvida avaliar dia a dia, de maneira prudente mas real, os estudos dos alunos, ajudando-os discretamente a manter a exigência de um plano diário de estudo. As classificações escolares devem servir para avaliação, mas sempre num ponto de vista informal, e não como o único meio de avaliação. Em conclusão, a exigência na avaliação dos educadores quanto ao rendimento escolar de um aluno deverá ser coerente com as capacidades reais desse aluno, e centrar-se não nos resultados mas no esforço.



  • Planificação das actividades tempos livres e extra-estudo


  • Semeia um pensamento e colherás um desejo; semeia um desejo e colherás a acção; semeia a acção e colherás um hábito; semeia o hábitokekcolheráskokcarácter.

    (Tihamer Toth)

  • Actividades de complemento de estudo especificas da Valência


  • Educar para a Saúde – “Bem-estar mental”
    Procurando dar continuidade ao tema que a instituição escolheu, o ATL Juvenil, vai realizar actividades de tempos livres e extra estudos que ajude os alunos a assimilar o tema em questão.



    5.1.1 - Parceiros:

    Sempre que possível o ATL Juvenil fará parcerias e pedirá a colaboração de parceiros. É de salientar as parcerias que têm vindo a ser feitas com a Escola Bernardino Machado e IPJ.



    5.1.2 - Objectivos das actividades:

    1. Fomentar a capacidade para entender o papel social que cada um desempenha e descobrir que é através deste que o indivíduo opera a diferença;

    2. Potenciar competências de organização grupal, raciocínio crítico, iniciativa própria e gestão de frustrações;

    3. Estimular valores de solidariedade, cooperação, tolerância e espírito colectivo nos destinatários durante essas actividades;

    4. Projectar em conjunto as actividades para uma intervenção conjunta nas mesmas;

    5. Formar e potenciar lideranças saudáveis entre o grupo;

    6. Estimular a preparação, concepção e avaliação das actividades por parte dos alunos;

    7. Levar os destinatários a participar num conjunto de actividades lúdicas e educativas, numa perspectiva de uma saudável ocupação dos tempos livres;

    8. Sempre que possível ligar as actividades à vertente do estudo



    5.1.3 - Metodologia:

    Através de uma metodologia activa no princípio da Pedagogia Participativa.
    Será um trabalho desenvolvido com base em patamares evolutivos.

    5.1.4 - Actividades a realizar: br> • Exposições
    • Filmes
    • Dia da Informática
    • Dias da língua Inglesa
    • Dias da língua francesa
    • Caça ao Tesouro
    • PeddyPapers
    • Teatro
    • Portfolio de Natal
    • Jornal
    • " Cinco Semanas …Cinco Sentidos"
    • "Calendário 2006/2007 – ATL JUvenil"
    • ATL Juvenil. - Espaço de aprendizagem, Encontro e Convívio
    • organização de festas
    • Olimpíadas de Matemática
    • Colóquios / Debates
    • Projecto “Artes e Letras”
    • Culinária
    • Eu quero saber
    • Posi
    • Oficinas de expressão
    • Clube desporto
    • Férias em movimento

    NB: Muitas outras actividades poderão surgir ao longo do ano.

    Planificação da acção a desenvolver pelos responsáveis da Valência


    Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. - É a única.
    (Albert Schweitzer)

  • Actividades e formas de observação dos alunos com vista a um conhecimento mais profundo de cada um


  • Neste ponto é muito importante conhecer os alunos partindo da realidade em que eles vivem, colocar os adolescentes e jovens em contacto com diferentes estruturas familiares que existem no grupo e ver como se manifestam. Neste ponto é importante estimular cada adolescente e jovem a viver o dia-a-dia da família, dos colegas, conhecendo diferentes culturas e modos de vida. De uma maneira muito simples o educador irá conhecendo a realidade do grupo e cada elemento do mesmo. Pesquisar e explorar as características das várias famílias será um ponto essencial no conhecimento dos alunos.



  • Acção a desenvolver junto dos pais e encarregados de educação


  • Este ponto vai ter em atenção e vai desenvolver as seguinte áreas

    A) - Subsidariedade:
    O Atl Juvenil deve respeitar a identidade e a autonomia da Família, reconhece a primazia da sua acção, valoriza o seu papel essencial, cria e proporciona condições para o desempenho das suas funções, promove as suas iniciativas e incentiva o desenvolvimento das competências e responsabilidades que lhe pertencem e que lhe são próprias, assumindo uma intervenção subsidiária.

    B) - Informação:
    O ATL Juvenil deve sempre informar as famílias acerca dos seus direitos e deveres, promovendo a consciencialização para a importância da família e para o papel que desempenha na educação dos alunos que frequentam o ATL Juvenil.

    C) - Participação:
    A Família deve participar, através das Actividades realizadas e programadas no ATL Juvenil, designadamente no planeamento, no desenvolvimento e na avaliação.

    D) - Transversalidade:
    A Família deve ser encarada como uma realidade global que requer soluções integradas e coerentes nos diferentes sectores educativos em que o aluno está integrado. Deve sempre primar pela relacção profunda entre Escola/Família/ATL Juvenil.

    E) - Proximidade e adequação:
    Os serviços que o ATL Juvenil põe ao dispor dos Pais equipamentos e demais recursos de apoio à família; devem estar próximos das famílias e atender às suas necessidades.

    F) - Continuidade e estabilidade:
    As actividades e as dinâmicas desenvolvidas no âmbito do ATL Juvenil devem privilegiar a continuidade e a estabilidade do progresso de cada aluno e a relação com a sua família.

    Com estas áreas o ATL Juvenil Quer atingir os seguintes objectivos:
    - Reconhecer e valorizar a família como unidade social base:
    É essencial reconhecer a Família como elemento importante no desenvolvimento do Adolescente e Jovem, demonstrar a sua importância, destacar a sua função, enunciar as suas responsabilidades, divulgar os seus direitos e deveres, promovendo e fomentando as capacidades da Família para desenvolver as suas competências e as suas responsabilidades.

    - Fomentar e promover a presença da Família nas actividades desenvolvidas pelo ATL Juvenil, valorizando-a enquanto estrutura de coesão entre o ATL Juvenil e a Escola:

    O ATL Juvenil deve promover a Família como agente integrador, educador e estabilizador, pois a estabilidade da Família é também um factor de coesão e de estabilidade emocional e intelectual do aluno. Assim, é importante tomar consciência de que para fomentar e reforçar a coesão entre a Escola e o ATL Juvenil é imperioso fortalecer a presença da Família no seio do mesmo.

    - Promover a conciliação entre as responsabilidades familiares e profissionais:
    As novas realidades sociais e as novas formas de organização do trabalho, promoveram e desenvolveram novos fenómenos sociais que impõem uma profunda reflexão sobre as formas e tempos de trabalho e de lazer existentes. Os pais passam menos tempo com os filhos deixando a maior parte da acção educativa à responsabilidade da Escola e do ATL Juvenil. Assim, é imperioso salvaguardar o equilíbrio, assegurando a partilha de responsabilidades e promovendo a conciliação das responsabilidades familiares e profissionais dos membros da família, para que os filhos se sintam mais apoiados.

    - Apoiar as famílias com necessidades específicas:
    As famílias com necessidades específicas devem merecer acompanhamento especial.

  • Momentos e modalidades de apreciação do rendimento escolar dos alunos


  • Todos os meses o aluno é avaliado e essa informação e enviada às famílias. Da ficha de avaliação constam o rendimento escolar como também o respeito a responsabilidade o interesse nas relações pessoais como também um espaço para observações.

  • Organização de estratégias de reforço ao estudo e de compensação educativa


  • O aluno tem que se sentir apoiado e “amado” pelo educador. Para isso serão usadas algumas estratégias de reforço ao estudo como também formas de compensação educativas
    A) - Reagir de forma positiva, louvando, mostrando agrado e sorrindo perante cada tarefa bem realizada e cada comportamento que revele um progresso de um aluno relativamente ao passado.
    B) - Criar uma atmosfera serena, em que o aluno não se sinta ameaçado por punições.
    C) - Dar oportunidade a cada um de mostrar em todas as actividades de estudo as capacidades que tem, permitindo-lhe desenvolver actividades em que é bem sucedido, de modo a que isso constitua um aspecto gratificante.
    D) - Estimular a auto-estima dos alunos e ajudá-los a elevar e a alargar o âmbito das suas aspirações. Muitas vezes os estudantes não têm imaginação suficiente para aspirar a objectivos mais ambiciosos. Neste ponto vamos privilegiar:

    - O Louvor e a crítica: Louvar e criticar os alunos produz melhores resultados do que uma ausência de reacções. Numa primeira fase, os elogios e as críticas motivam muito. Mas posteriormente apenas os elogios permitem obter um contínuo melhoramento do rendimento enquanto que as críticas constantes levam a uma diminuição do rendimento.
    – A Competição: A competição é uma das mais antigas estratégias motivadoras e aplicada em muitas actividades humanas. Deve ser utilizada de forma comedida pois os seus efeitos secundários podem ser nefastos, nomeadamente no que se refere à personalidade.
    - A Cooperação: A cooperação é outra estratégia para motivar e que influencia positivamente a personalidade.

  • Mobilização dos recursos existentes em resposta a necessidades escolares específicas e de apoio sócio- educativo dos alunos da Valência

  • A Instituição tem uma vasta gama de actividades e recursos que serão usados para uma melhor resposta às necessidades dos alunos.

  • Critérios de avaliação do projecto curricular de Turma
  • O talento é feito na solidão; o carácter, nos embates do mundo. (Goethe)

    A Avaliação será a base da unidade da actuação dos educadores e dos alunos e levará a uma maior eficácia na sua acção educativa. Para isso este projecto será sempre avaliado tendo em conta:

    - Eficácia;
    - Adequação ao público alvo;
    - Eficiência e gestão de recursos,
    - Analise dos Trabalhos de equipa desenvolvidos;
    - Análise dos vários contextos do ATL Juvenuil (socialização e participação);
    - Envolvimento pessoal de todos os intervenientes;
    - Relacionamento interpessoal e de grupo;
    - Tratamento de informação;
    - Organização de Dossiers Temáticos e de fichas pessoais de aluno.

    Para isso serão usados:
    • Inquéritos aos Alunos, educadores, auxiliares, coordenadores e Encarregados de Educação;
    • Relatórios anuais do Director Geral, do Coordenador da Valência e da direcção.
    • Fichas de avaliação feitas mensalmente dos aluno.

  • Conclusão

  • A educação é aquilo que permanece depois de esquecermos tudo o que nos foi ensinado.
    (Halifax)

    O documento que agora acabo de apresenta é o resultado de um trabalho sério de pesquisa, seguido de uma reflexão participada pelos educadores do ATL Juvenil, que procurou situar a valência e os seus actores dentro desta instituição concreta, e no seu meio geográfico, social e cultural.
    Não se trata de um projecto de uma direcção, ou muito menos de um projecto pessoal, antes, isso sim, procurou ganhar adeptos encontrar desejos de participação na caminhada solidária que nos anima e entusiasma nesta Valência. Longe de se considerar como um produto acabado, pronto-a-vestir e a resolver, em passes de mágica, velhos e novos problemas da Valência; é antes o relançamento das esperanças, legitimadas por quem se recusa sentir derrotado antes de ousar vencer, e porque em pedagogia todas as hipóteses de trabalho são válidas se, com tais, se aprender algo, mesmo que se fique aquém dos resultados esperados.
    Este projecto é, antes de tudo, uma carta de orientação, um roteiro vivo, uma base de trabalho em permanente reformulação que procurará dar sentido e coerência a toda acção realizada no ATL Juvenil.
    Um projecto educativo é uma peça fundamental, instrumento de inovação e mudança e um poderoso auxiliar de toda a gestão estratégica. Atenta, permanentemente, às alterações do meio envolvente social global e às expectativas de todos quantos trabalham e se servem do ATL Juvenil para a realização das suas vidas, deverá ser um referencial orientador inigualável de articulação, coordenação e de desenvolvimento curricular equilibrado e contextualizado entre a Escola/Aluno/Família.
    Evitou-se cair na tentação cómoda, eventualmente mais pacífica, de imitar outros modelos ou estilos de projectos já feitos por outras Valências, ousou-se pensar pelas nossas próprias cabeças, seguir um caminho por nossa conta e risco.
    Tal como recomenda a velha máxima, inscrita na entrada do templo de Delfos: “Conhece-te a ti próprio”, procurou-se, antes de tomar decisões definitivas acerca dos caminhos a seguir, diagnosticar e entender as mutações que emergem e demos conta das mais profundas mudanças dos valores e dos comportamentos sociais globais, das alterações dos padrões sociais de vida, da alteração do modo como percepcionamos a natureza, na efemeridade das convicções e da relativização dos valores, que estamos a passar de um quadro geral de estabilidade de doutrinas e ideologias para um quadro de instabilidade e de rupturas continuas.
    Mas este projecto não ficará completo sem uma introspecção, um esforço de auto-análise, para compreender as nossas forças e fraquezas.
    Para poder actuar sobre a realidade é necessário reflectir sobre os conceitos que subjazem, implícita ou explicitamente, às práticas quotidianas de toda acção educativa. Para tal socorremo-nos de alguns modelos para darmos respostas a perguntas que se impõem ,desde logo, quando se pretende encetar qualquer caminhada, que em síntese se fundem nas respostas às perguntas essenciais : “Quem somos?”, “Onde estamos?”, “Para onde queremos ir?”. Com o Projecto Educativo pretende-se estabelecer as grandes opções ou princípios fundamentais , as linhas mestras de orientação.
    Termino com dois grandes motes, que devem orientar muito a nossa acção: “A Educação terá como finalidade libertar as potencialidades dos alunos, desenvolver a sua autonomia, levando-os a aprender por si próprios, ao longo da vida, contribuir para uma cidadania esclarecida e a construção de uma ordem social cada vez mais justa e solidária, em respeito pelos direitos humanos e os valores democráticos”, e ainda ;
    “A aprendizagem deverá colocar a ênfase na necessidade da significação do conhecimento e da sua construção por parte do aluno, em cujo interior reside a motivação para aprender, utilizando as experiências interiores dos alunos como contextos privilegiados da aprendizagem”.
    Acredito verdadeiramente que o bem mais precioso que a valência do ATL Juvenil possui é: Os seus alunos!


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